Luane

Familiares e amigos buscam PM desaparecida

Brigada Militar afirma que ainda não surgiram indícios concretos sobre o paradeiro


Angustiados diante da falta de vestígios após quase uma semana do sumiço da soldado Luane Chaves Lemes, 23 anos, familiares e amigos fazem buscas por conta própria em Passo Fundo, no norte do Estado. Eles percorrem desde o bairro onde a soldado mora até locais ermos no interior. Qualquer boato ou comentário que possa fazer sentido é apurado imediatamente. Apesar do esforço, o mistério permanece.

— Não paramos um minuto de procurar por ela, mas não surge nada de concreto — afirma o irmão Luciano Chaves Lemes, 25 anos, que é PM em Novo Hamburgo, no Vale dos Sinos.

Desde o sumiço de Luane, a movimentação é grande na casa da família, no bairro São Cristóvão. Quem passa pela região não deixa de perguntar se há alguma novidade sobre o caso para, em seguida, lamentar a inexistência de vestígios sobre o paradeiro da policial.

No sábado à tarde, amigos e familiares refizeram o trajeto percorrido por Luane no dia do sumiço em busca de câmeras de vigilância que pudessem ter flagrado os movimentos da soldado. O último vídeo, registrado por uma lotérica às 9h16min de segunda-feira, mostra a policial saindo de um minimercado em direção à Rua Duque de Caxias.

Câmeras de vigilância de uma residência localizada na rua onde ela passou, a cerca de duas quadras da lotérica, poderiam ajudar a desvendar o mistério, mas não há mais a gravação porque o sistema tem armazenamento limitado e já se passou quase uma semana do sumiço.

A Brigada Militar confirma estar recebendo várias informações sobre o paradeiro da jovem por meio do telefone 190. Apesar das constantes averiguações, ainda não surgiu nenhum indício concreto sobre o paradeiro de Luane. Além do patrulhamento de rotina, uma equipe de inteligência atua em parceria com a Polícia Civil.

— Recebemos muita informação, mas nada se confirma. Estamos quase de mãos atadas, no aguardo de provas mais objetivas das perícias — afirma o capitão Marcos de Lima Santos Vieira, chefe de inteligência da BM em Passo Fundo.

O rastreamento do celular levado pela soldado é uma das principais esperanças. Autorizada pela Justiça, a interceptação do último sinal telefônico registrado pode revelar a localização da jovem. Os dados devem ser repassados pela operadora à polícia nos próximos dias.

Outra novidade pode surgir a partir da quebra dos sigilos bancário e telefônico da policial. As informações serão usadas pela investigação para verificar o histórico de ligações e mensagens de texto, bem como possíveis saques de dinheiro desde o sumiço. O notebook de Luane também será analisado pela perícia.
Fonte : Zero hora
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