004-2010

 

POLÍTICA E VIDA MILITAR

 

Essa palavra foi proibida para nós por muitos anos. Por diversas ocasiões, no Brasil, militares foram proibidos de votar. Teve uma fase em que oficiais votavam, e praças não.

 

Na fase do AI 5, nem pensar muito podia... Marxismo, comunismo, etc... eram mais odiados que pedofilia e estupro... Vamos esclarecer o assunto? Agora podemos... Marxismo não é nada de mais, é só uma forma de analisar a sociedade, levando em conta que as pessoas amam ao dinheiro acima de todas as coisas... (perdoem o chavão e o exagero, mas me corrijam se acharem que é de outra forma...)

 

Agora chegou a fase em que a mídia nos bombardeia com promessas ridículas e frases feitas de aproveitadores. E o pior de tudo é saber que aquele que mais agradar, visual ou interpretativamente, passará quatro anos recebendo uma fortuna, e decidindo sobre nossas vidas. Tem muito cargo eletivo, não tem receita que suporte, não acham? Aí perguntamos, para que precisamos de legislativo? Qual o fundamento de mudar a lei constantemente?

 

                        Quando fosse necessário criar uma lei penal, poderiam se reunir policiais, representantes do judiciário, da ordem dos advogados do Brasil; quando fosse necessário mudar a legislação educacional, legislariam professores, pais, representantes de associações de pais de alunos “especiais”, de escolas, etc. e assim sucessivamente. Tem alguma lógica na escolha de analfabetos simpáticos para tomar decisões importantes? Por melhor intencionado que sejam, falta capacidade...

 

A palavra “política” também parece causar rejeição. Injustificadamente... Vem do grego politheia, que vem de polis (cidade). Politheia tinha três significados: A constituição (leis), o povo, e a conduta do povo.

 

Então não é possível alguém não gostar de política, ao menos nesse sentido... É ridículo também as pessoas quererem exercer o direito do voto, mas não conversar sobre as opções. Querer que mude a lei, que sejam mudadas as instituições, e achar que isto não está ligado ao seu voto...

 

São vários os mecanismos de fuga, talvez motivados ainda pelo instinto de sobrevivência da fase da ditadura, onde os engajados eram eliminados. Alguns se defendem negando totalmente: “Vou votar em branco!” Pode ser que alguém entenda o meu protesto, anule a eleição, processe os candidatos, etc. É uma espécie de “suicídio político”, como se passasse uma corda no próprio pescoço, e se jogasse no abismo. À espera de que alguém seja obrigado a me salvar..

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Seja como for, hoje melhorou um pouco, temos alguma representatividade. Parece que os candidatos se deram conta de que a segurança é um fator imprescindível nas políticas públicas.

 
 
  
 
Luis Giovani Adamoli Castro - Sgt – 4º BPM
luis-castro@brigadamilitar.rs.gov.br
GIOVANI CASTRO
 Fotos: Bia Borges
 
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