005-2010

As DROGAS, a REPRESSÃO e a importância da PREVENÇÃO. 

     O tráfico de drogas ilícitas adquiriu proporções assustadoras. Os criminosos dominam certas regiões ou bairros.
E, em Vacaria?A figura do “poderoso chefão” do crime existe? 
Os recentes casos de homicídios cruéis fazem pensar se existe o interesse de criminosos para assumir o controle da venda de drogas.
O vice-presidente do Conselho Municipal Antidrogas, João Carlos Pinto de Abreu, o qual também é inspetor de polícia, responsável pelo setor de inteligência da Polícia Civil de Vacaria e pós-graduado em segurança pública pela PUC-RS afirma que a situação de Vacaria e região já esta sendo comparada com situações à das maiores cidades do Brasil, mas só não se assemelha aos grandes centros graças à atuação de vários setores da polícia e dos trabalhos coesos existentes entre os órgãos da segurança pública.
    Isso se deve principalmente ao trabalho incansável de repressão ao tráfico feito pela polícia civil e brigada militar, com mais de setenta (70) traficantes presos no ano de 2009, por exemplo.
    Aqui em Vacaria e região, diz o Inspetor Abreu, convivemos com traficantes de menor poder ofensivo, entretanto mesmo assim nos surpreendemos com a crescente brutalidade nas práticas criminosas, como por exemplo, o esfacelamento do rosto de uma vítima de homicídio e a decapitação de outra.
  
Nós aqui em Vacaria, afirma o inspetor, trabalhamos sempre unidos, PC, BM, PRF e GM, sem disputa de ‘beleza’, o que é bom para a nossa comunidade. Alias, falando da comunidade Vacariense merece destaque em especial, pois sempre colabora com informações, o que sempre é bem vindo aos órgãos policiais.
 
Além do trabalho de repressão ao tráfico existe também o trabalho visando à prevenção, através do Proerd da Brigada Militar e das palestras para pais, professores e alunos feitos pela Polícia Civil.
 
Temos um programa chamado 181, conhecido como disque-denúncia, considerado exemplar pelo Ministério da Justiça e já copiado por outros estados, que colabora muito com a polícia para a retirada de circulação de vários traficantes.
  
Como o crack assumiu o antigo reinado da maconha, pode-se dizer que houve também mudança no tráfico de drogas. Foi uma mudança drástica. O crack, com seu intenso poder de dependência química somado ao baixo preço de aquisição, dizimou parte da nossa sociedade. 
 
Com seu poder avassalador ele escravizou e escraviza muitas pessoas. É uma droga rápida e intensa. Em 15 segundos faz efeito no cérebro que chega a durar cinco minutos no organismo.
  
Isso faz com que a pessoa queira cada vez mais e a leva inevitavelmente ao mundo da violência.
 
Um pesquisador brasileiro que acompanhou durante cinco anos mais de 130 viciados em crack no começo dos anos 90 mostra que 90% morreram em condições de violência e os outros 10% por overdose.
 
O crack fez o tráfico ficar mais forte porque dominou um exército de viciados cada vez mais violentos.
 Era comum ouvir antigamente que o traficante era uma figura inteligente, porque não se envolvia com o produto que vendia. Baseado em casos concretos, quando se trata de crack, mudou o perfil do traficante.
 Com certeza existem traficantes que comandam crimes não se envolvendo diretamente (com o consumo da droga). Mas, no final das contas, todos eles são o estopim, a causa de crimes como latrocínios, homicídios, furtos e roubos que registramos hoje em dia.
 Especialistas indicam que para conter “os problemas causados pelas drogas”, especialmente o crack, são necessárias atuações constantes, de forma implacável e incansável, através dos órgãos policiais, fato que esta acontecendo em Vacaria, e uma punição rápida contra os traficantes de drogas e também aos responsáveis pelo financiamento deste tipo de crime.
 
Reduzir a impunidade é um dos caminhos para conter com mais eficiência o tráfico de drogas, mas sem agir forte visando à verdadeira prevenção às drogas, de nada adiantará todo este trabalho de repressão, devemos começar na prevenção primária, que começa na família, não dá mais para admitir que alguns pais cheguem ao ponto de procurar a polícia querendo entregar o seu filho de 12 anos, por que 'não podem mais com a vida deles', vamos ter que voltar a dar mais atenção aos nossos filhos e nem tanto a televisão, por exemplo, pois caso contrário, infelizmente, quando percebermos, às vezes tarde de mais, aquele terrível tráfico de drogas, com conseqüências desumanas, que antes só tinha notícia que acontecia em São Paulo, Rio de Janeiro e agora acontece em nossa cidade, pode acontecer debaixo de nosso teto. “TUDO É VÁLIDO NA PREVENÇÃO AS DROGAS, MENOS A NOSSA INDIFERENÇA”

CONTATO: jcarlos-abreu@policiacivil.rs.gov.br
InspetorAbreu, ChSIPAC-DPRVacaria
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